Mercy (2026) – Crítica: Um Thriller de IA Atual com Ideias Ambiciosas, mas Execução Incompleta

Título do Filme: Mercy (2026)
Direção: Timur Bekmambetov
Elenco: Chris Pratt (Det. Chris Raven), Rebecca Ferguson (Juíza Maddox), Kali Reis (Jaq), Annabelle Wallis (Nicole Raven), Chris Sullivan (Rob Nelson), Kylie Rogers (Britt Raven)
Gênero: Ficção Científica, Thriller, Ação
Duração: Aproximadamente 100 minutos
Idioma: Inglês
Data de Lançamento: 23 de janeiro de 2026 (cinema)
IMDb / Metascore: Avaliações geralmente negativas (Metascore em torno de 37), com baixas notas da crítica

Introdução a Mercy (2026)

Mercy é um thriller de ficção científica ambientado em um futuro próximo, dirigido por Timur Bekmambetov, que se passa em um sistema de justiça distópico no qual acusados precisam provar rapidamente sua inocência diante de um juiz de Inteligência Artificial. O filme é estrelado por Chris Pratt como o detetive Chris Raven e Rebecca Ferguson como a implacável Juíza de IA Maddox.Após seu lançamento nos cinemas em janeiro pela Amazon MGM Studios, Mercy gerou grande expectativa devido ao seu conceito de alto impacto e ao elenco de peso. No entanto, a recepção crítica foi majoritariamente negativa, com muitos analistas apontando falhas na execução, apesar das ideias interessantes sobre IA, vigilância e justiça na era digital.

Mercy 2026

Resumo da Trama: Um Julgamento Tecnológico Contra o Relógio

Ambientado no ano de 2029, em uma Los Angeles dominada pelo crime e regulada por IA, Mercy acompanha o detetive Chris Raven antigo defensor do controverso tribunal automatizado chamado “Mercy Court”. Após acordar confuso e de ressaca, Raven descobre que é o principal suspeito do assassinato de sua esposa, Nicole, esfaqueada.Com evidências digitais esmagadoras contra ele, Raven tem apenas 90 minutos para mergulhar nos gigantescos arquivos digitais da cidade incluindo câmeras corporais, sistemas de vigilância e dados pessoais para encontrar a verdade e reduzir a probabilidade calculada pela IA de que ele seja culpado.A narrativa se desenrola quase em tempo real, com a contagem regressiva sustentando a tensão principal. Raven se comunica com aliados, decifra pistas e enfrenta memórias emocionais dolorosas. O formato incomum do tribunal, conduzido principalmente por telas e interfaces digitais, tenta oferecer uma abordagem inovadora ao gênero, embora nem sempre funcione plenamente.

Elenco e Atuações: Estrelas com Alcance Limitado

Chris Pratt entrega uma atuação comprometida como Chris Raven, mas acaba limitado por um roteiro que o mantém grande parte do tempo preso a uma cadeira, reduzindo o espaço para nuances físicas e emocionais.Rebecca Ferguson interpreta a Juíza Maddox de forma fria e mecânica uma ideia interessante, mas com pouco desenvolvimento dramático, o que acaba subutilizando seu talento.Kali Reis traz certa energia como a parceira Jaq, enquanto Chris Sullivan adiciona humanidade como um colega solidário. No entanto, a maioria dos coadjuvantes possui personagens pouco desenvolvidos. Kylie Rogers tem participação limitada, restrita a chamadas emocionais, o que reduz seu impacto.

Direção e Fotografia: Estilo Ousado, Narrativa Irregular

Bekmambetov aposta em um visual ousado, combinando imagens de vigilância, câmeras corporais, drones e cinematografia tradicional. Apesar da proposta ambiciosa, o excesso de telas e interfaces acaba se tornando repetitivo e pouco envolvente.Mesmo filmado para IMAX e lançado em 3D, muitos críticos consideraram esses formatos desnecessários para o tipo de experiência apresentada. Embora o conceito do “relógio correndo” ajude no ritmo, longos trechos focados em arquivos digitais prejudicam a energia cinematográfica.

Temas e Tom: Justiça, Vigilância e Moralidade da IA

O filme tenta abordar questões relevantes, como vigilância constante, confiabilidade da IA no julgamento e os limites éticos da tecnologia. Contudo, essas ideias são exploradas superficialmente.A própria lógica do juiz de IA que se apresenta como onisciente, mas ainda permite argumentação humana não é profundamente questionada pela narrativa. O tom oscila entre thriller de ação e mistério investigativo, sem se comprometer plenamente com nenhum dos dois.

Produção e Trilha Sonora

A trilha sonora, composta por Ramin Djawadi, busca intensificar a sensação de urgência, mas não consegue compensar as fragilidades do roteiro. O design de produção aposta em uma estética tecnológica futurista, dominada por telas e bancos de dados, com pouca presença de ambientes reais.

Recepção do Público e da Crítica

A recepção crítica foi amplamente negativa, com avaliações baixas e críticas ao roteiro confuso, à falta de originalidade e à apresentação excessivamente estática. Alguns críticos apontaram que o filme parece glorificar a vigilância e a IA sem questionamento adequado.Nas bilheteiras, Mercy liderou momentaneamente o ranking doméstico, mas com arrecadação modesta, indicando impacto comercial limitado.O público se mostrou dividido: alguns apreciaram o conceito, enquanto muitos concordaram com as críticas negativas.

Pontos Fortes e Fracos

Pontos Fortes:

  • Premissa atual sobre IA e justiça
  • Bons elementos de design de produção
  • Presença de grandes estrelas no elenco

Pontos Fracos:

  • Roteiro frágil e pouco lógico
  • Apresentação estática que reduz o impacto cinematográfico
  • Temas e personagens pouco desenvolvidos
  • Desempenho comercial abaixo do esperado

Onde Assistir Mercy (2026)

No início de 2026, Mercy ainda está em cartaz nos cinemas, inclusive em salas IMAX e 3D. A previsão é que chegue às plataformas digitais e ao Amazon Prime Video algumas semanas após o encerramento da exibição nos cinemas.

Veredicto final

Mercy (2026) tenta unir um thriller envolvente com uma reflexão provocativa sobre o papel da IA na justiça do futuro, mas não alcança plenamente sua ambição. Apesar da premissa interessante e do elenco forte, a execução deixa a desejar. Pode agradar curiosos por ficção científica, mas decepciona quem busca profundidade e coerência narrativa.

Como o Público Descobre Filmes Como Mercy (2026)

O público geralmente descobre filmes como Mercy por meio de trailers, redes sociais, recomendações de streaming e comunidades online. Aplicativos como JustWatch, Freecine e Reelgood ajudam a localizar sessões e disponibilidade digital.

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