Beef (2025): Um Ardente Drama de Freestyle Que Enfrenta Identidade e Tradição
Nome do Filme: Beef 2025
Diretora: Ingride Santos
Elenco: Latifa Drame (Lati), Judith Álvarez (Judy), Sara Bibang (Mãe de Lati), Ali Boulabiar (Apoio)
Gênero: Drama, Música
Datas de Lançamento: 28 de novembro de 2025 (cinemas da Espanha); estreias em festivais incluindo IFFK em dezembro de 2025
Streaming: Limitado; consultar Filmin e JustWatch para atualizações VOD/digital
Avaliação: ★★★½☆ (3,5/5)
Duração: 1h 30m
Idioma: Espanhol (com alguns elementos em inglês/francês)
Classificação Equivalente: Não classificado (provável PG-13 por intensidade temática e linguagem)
IMDb: 6.4/10
Rotten Tomatoes: poucas críticas (buzz positivo em torno de ~70%)
Reação do Público: forte nos festivais pela autenticidade
Introdução a Beef (2025)
Na estreia em longas de Ingride Santos, Beef (título original: Ruido) é um drama espanhol de hip-hop autêntico e emotivo que acompanha a luta de uma jovem imigrante malinense na busca desafiadora pelo freestyle rap, enfrentando tradição familiar e barreiras sociais. Inspirado na trajetória real da rapper Latifa Drame, o filme mistura batalhas cruas, choques culturais e rebeldia silenciosa. Após estreia nos cinemas espanhóis em novembro de 2025 e passagens por festivais como o IFFK, o filme conquistou elogios como uma abordagem fresca das histórias musicais de “underdog” lembrando Gully Boy, porém com camadas mais afiadas de imigração e feminismo. Em 31 de dezembro de 2025, o público dos festivais o descreve como “cru e verdadeiro”, celebrando seu amor despretensioso pelo hip-hop e fortes atuações de estreia. Produzido pela FilmFactory e Playtime, é uma obra compacta e pulsante sobre quebrar barreiras.
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Resumo da Trama: Rimas Contra as Regras
Após a morte do pai, Lati (Drame), uma jovem de 20 anos e filha de imigrantes malinenses vivendo na periferia de Barcelona, encontra no freestyle rap um refúgio transformando luto, conflitos de identidade e racismo cotidiano em versos incisivos. Sua mãe, muçulmana tradicional, rejeita ferozmente essa “paixão perigosa”, vendo-a como traição cultural e ameaça à honra da família. Em segredo, Lati passa a ser orientada por Judy (Álvarez), uma ex-lenda do freestyle, enquanto treina em batalhas no underground escondendo tudo em casa. As tensões atingem o ápice quando sua mãe decide exumar o corpo do pai para um enterro tradicional no Mali, obrigando Lati a escolher entre seu sonho e o dever familiar. Subtramas exploram sexismo no rap, exclusão de imigrantes e a comercialização do hip-hop. Em 90 minutos, a narrativa enxuta cresce de conflitos domésticos silenciosos até batalhas explosivas, culminando em um confronto decisivo entre autenticidade e conformidade.
Elenco e Atuações: Rappers Reais, Força Real
A rapper da vida real Latifa Drame faz uma estreia marcante como Lati, entregando versos com intensidade e vulnerabilidade sua jornada de filha enlutada a artista desafiadora é vibrante e convincente. Judith Álvarez brilha como Judy, a mentora dura e direta, que ancora o filme na verdadeira cultura do freestyle. Sara Bibang oferece profundidade emocional à mãe rígida, humanizando a tradição sem transformá-la em vilã. O elenco de apoio adiciona textura à cena rap diversa de Barcelona. Críticas elogiam a naturalidade do elenco e a química nas batalhas, que parecem espontâneas, não coreografadas.
Direção e Cinematografia: Ruas Rudes, Batidas Pulsantes
Santos dirige com energia direta e sem exibicionismo, retratando a periferia de Barcelona com câmera na mão e estilo cru ruas ásperas, cyphers mal iluminadas e cenas domésticas íntimas contrastam com a explosão de energia das batalhas. A cinematografia usa luz natural e closes nas rimas, deixando letra e expressão conduzirem o drama. A trilha sonora com artistas femininas do hip-hop latino e influências malinenses vibra com autenticidade. O ritmo é ágil, embora alguns apontem certa repetição no conflito familiar no meio do filme.
Temas e Tom: Identidade, Resistência e Fluxo Autêntico
Beef explora a identidade de imigrantes de segunda geração, expectativas patriarcais e a comercialização do hip-hop o “beef” de Lati é com um mundo que marginaliza sua raça, gênero e fé. O filme celebra as raízes do freestyle como expressão genuína, ao mesmo tempo em que critica barreiras do mercado musical. O tom mistura empoderamento intenso com dor familiar comovente, equilibrando humor ácido nas batalhas com momentos culturais sensíveis. Indicado para adolescentes e adultos; emocionalmente forte e temático.
Produção e Trilha Sonora: Coração Indie com Rimas Verdadeiras
Filmado em bairros diversos de Barcelona, este debut de baixo orçamento consultou cenas reais de freestyle para fidelidade cultural. O roteiro de Santos, expandido de seu curta premiado, entrelaça política pessoal com vida urbana. A trilha com freestyles originais e artistas femininas do hip-hop latino impulsiona a energia do filme.
Recepção: Autêntico e Energizante
Críticas iniciais de festivais o elogiam como “cinema de hip-hop honesto” e “um raro drama de superação verdadeiro” exaltado pela autenticidade e trilha forte. O 6.4 no IMDb reflete boa aceitação; apesar de críticas a alguns clichês do gênero, o consenso celebra sua poderosa perspectiva imigrante.
Pontos Fortes e Fracos de Beef 2025
Pontos Fortes:
- Batalhas de freestyle autênticas e atuações intensas.
- Comentário afiado sobre identidade imigrante e gênero no rap.
- Trilha vibrante e atmosfera crua de Barcelona.
Pontos Fracos:
- Fórmula familiar de “underdog”, com alguns momentos previsíveis.
- Ritmo cai um pouco no meio, no drama familiar.
- Escala limitada pode parecer menor que grandes cinebiografias musicais.
Veredito Final: Um Verso Cru Que Vale a Pena Ouvir
Beef (2025) é uma estreia compacta e ardente que Ingride Santos entrega com paixão verdadeira, transformando batalhas pessoais em desafio universal essencial para fãs de hip-hop que buscam histórias autênticas. Não reinventa o gênero, mas flui com coração e intensidade. Ideal para quem gosta de narrativas de imigração inspiradoras; combine com Gully Boy para vibes do rap ou La Haine para o clima urbano mas aqui, o fogo do freestyle é único.
Avaliação: 7.8/10 estrelas
Onde Assistir: Disponível no Freecine
